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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Um Almoço para Einstein

Meus caros leitores, sei que ando sumido, mas o Brasil de hoje muito me entristece, porque não consigo ver luz ao final do túnel. Entretanto, às vezes me animo, especialmente quando leio algo inteligente e que aponta corretamente o caminho errado em que estamos trilhando - por isso resolvi apresentar o texto do renomado físico, professor da UFRJ e atual diretor da Coppe, Luiz Pinguelli Rosa publicado no jornal O Globo no último dia 25. Leiam e entendam a profundidade do problema.

Um almoço para Einstein
Luiz Pinguelli Rosa
Apartir de agora, atividades acadêmicas e científicas nas universidades federais deverão seguir uma cartilha com 122 prescrições burocráticas da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério da Educação (MEC). "A revolução dos bichos" ("Animal farm", no título original), sátira de George Orwell ao stalinismo por trair a revolução socialista, tinha também uma cartilha, com sete mandamentos: tudo o que ande sobre duas pernas é inimigo; tudo o que ande sobre quatro pernas ou tenha asas é amigo; nenhum animal usará roupas; nenhum animal dormirá em cama; nenhum animal beberá álcool; nenhum animal matará outro animal; todos os animais são iguais. Há contradição, arbitrariedades, burocracia idiota, moralismo hipócrita e pontos éticos e corretos. Embora ficção, essa cartilha é paradigmática. Na cartilha da CGU e do MEC, há contradições e interpretações que confrontam a Constituição. Se a cartilha for seguida à risca, nenhum professor em dedicação exclusiva poderá possuir ações de empresas, nem mesmo da Petrobras ou do Banco do Brasil, o que é um absurdo. Também não poderá participar de sociedade privada, logo os pesquisadores terão que abdicar de sociedades científicas, como a SBPC, e de outras, como o Clube de Engenharia. O item 11, por exemplo, limita a autonomia universitária listando leis e decretos e omitindo artigos da Constituição. Outros itens tratam colegiados acadêmicos como corporativos e ameaçam seus membros. O objetivo é incutir o medo que costuma paralisar as pessoas. Alguns auditores da CGU, articulados com elementos da Procuradoria da República no Rio, promoveram acusações a Aloísio Teixeira e Carlos Levi, ex-reitor e atual reitor da UFRJ, respectivamente, e a outros colegas da reitoria (No fim da década de 1960, existiram, na UFRJ, os atingidos pelo AI-5. Agora, haverá os atingidos pelos órgãos de controle, especialmente o professor Geraldo Nunes, que o relatório da CGU demite, sem existir um processo específico contra ele na UFRJ e sem passar pelos colegiados.) As acusações foram refutadas na sua essência pelo Conselho Universitário. Aloísio faleceu. Teve em vida reconhecimento, além de acadêmico, pela posição democrática coerente desde a oposição de esquerda à ditadura. Levi, um dos criadores do LabOceano, o primeiro do moderno Parque Tecnológico da UFRJ, foi inocentado pelo colegiado da própria CGU de acusações sem pé nem cabeça: comprovou-se que os recursos foram gastos em obras e atividades acadêmicas por meio da Fundação José Bonifácio, da universidade. Infelizmente, para a mentalidade conservadora e juridicista que entrava o serviço público, tudo o que moderniza a gestão do Estado é inimigo, até mesmo as fundações de apoio, criadas por lei com esse propósito. Por sua vez, tudo o que segue o caminho mais complicado e demorado é amigo: para seguir as regras da cartilha, doentes podem morrer sem remédios e estudantes podem ficar sem laboratórios. Querem até licitar a folha de pagamento da UFRJ, feita há décadas por meio do Banco do Brasil! A quem serve isso? A algum grande banco. Isso combate a corrupção ou a estimula? São muitas as proibições que estimulam o imobilismo e a indolência, pois qualquer iniciativa acadêmica pode violar algo. O deputado Chico Alencar contou 3,7 milhões de leis "no país da cultura bacharelesca". Uma denúncia anônima mentirosa - disparada como um míssil por um inimigo pessoal - pode levar um colega sério a ser alvo de perseguição kafkiana. Em outro livro de Orwell, "1984", um terrível personagem, o Big Brother, de algum lugar vigia todos e os pune. Seu famoso bordão - "Big Brother está observando você" - chegou a inspirar o programa televisivo. Por razões ideológicas ou midiáticas, problemas administrativos sanáveis viram escândalos. Podem ser refutados na Justiça, mas advogados saem caro. Dar aulas cumprindo o expediente é uma obrigação que deve ser cobrada de todos os docentes. Aliás, não há nada sobre isso na cartilha. É o mínimo, mas é preciso fazer mais: envolver os estudantes, criar coisas novas, ajudar a mudar o Brasil em benefício do seu povo e a compreender o mundo contemporâneo na cultura, nas artes, na ciência e na tecnologia. A quem interessa acabar isso? Em 1925, Einstein esteve na UFRJ: na Escola Politécnica e no Museu Nacional, fundados por Dom João VI. Fizeram parte da UFRJ Darcy Ribeiro, José Leite Lopes, Maria Yedda Linhares, Eulália Lobo e Milton Santos (atingidos pelo AI-5), César Lattes, Carlos Chagas e Clementino Fraga. A Coppe, criada por Alberto Luiz Coimbra, que este ano comemora 50 anos de pós-graduação e pesquisa de engenharia, recebeu Noam Chomsky, os ganhadores do Nobel Carlo Rubbia e Joseph Rotblat e brasileiros ilustres como Oscar Niemeyer e os presidentes Dilma e Lula. Projetos com empresas realizados por meio da Fundação Coppetec foram citados como referência pelos ministros Mercadante e Raupp em visitas recentes. Nada disso exime a UFRJ do controle externo, mas é preciso haver respeito à autonomia. Oferecer um almoço na visita de Einstein à universidade hoje poderia ser considerado um ato ilícito, segundo a cartilha.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Feliz Ano Novo! Saudades de 2011?


Está acabando realmente o ano de 2011. Hoje dia 29 de dezembro escrevo esta postagem ao som de Jack Johnson acompanhado de uma sinfonia de cigarras que vem lá de fora. Isso mesmo, parece que o dia está esquentando, o sol tímido está querendo vencer as nuvens pesadas que insistem em esconder o céu azul. Por aqui nos últimos dias essa é a tônica que se instalou - chuva que vai e volta e um friozinho gostoso à noite incomum para um final de dezembro em Niterói.
Não fiquemos espantados, pois não é só o clima que vem mudando, mas todos nós estamos seguindo o ritmo das mudanças e passamos a viver de forma diferente ao longo deste ano e dos anteriores. Isso não será diferente em 2012, porque o panorama promete coisas diferentes que certamente afetarão nossas vidas de forma radical. Hoje quando acordo e tomo meu café leio o meu jornal no tablet e com isso não tenho mais aquela irritação nasal que me acometeu durante anos devido ao cheiro forte da tinta no papel jornal.
Quem é que não vive por ai conectado 24 horas ao dia? Acho que poucos, porque quase todos têm hoje tablets, smartphones e apetrechos modernos que nos fazem viver o dia intensamente. Outra perguntinha básica: O ano de 2011 não parece ter passado rápido demais? Dia 31 de dezembro de 2010 parece que foi ontem e daqui a dois dias estaremos em 31 de dezembro de 2011. A Terra está girando mais rápido? Sei que o seu eixo mudou um pouco com os mega terremotos dos últimos tempos, mas o dia continua há ter 24 horas. Então de quem é a culpa pelo ano ter passado super-rápido? Eu tenho a resposta, no entanto é minha resposta e aceitem se quiserem - acho que é dos apetrechos que nos fazem diluir naquilo em que estamos fazendo e com isso o tempo parece passar mais rápido.
O fato é que o ano de 2011 está acabando e nunca mais o viveremos - a não ser que viajando na velocidade da luz possamos conseguir voltar um dia no tempo -, salve Einstein! Brincadeiras a parte e caindo na real, agora o som é do Emerson Lake & Palmer - "Lucky Man" -, as cigarras já se calaram, o sol se escondeu novamente, vejo urubus girando numa térmica ao longe, acho que vai chover. Ao fundo ocupando o som das resistentes cigarras agora tem um terrível barulho de máquina que parece está a perfurar um terreno próximo onde em breve teremos um novo prédio de apartamentos.
Isso mesmo, a realidade nem sempre é boa e som de máquina não combina com música da década de 70, mas o que quero mesmo é desejar a todos um FELIZ ANO NOVO e dizer do fundo do coração que a única coisa que suplanta o tempo e é sempre duradoura é a verdadeira amizade. Feliz daquele que tem amigos verdadeiros.

sábado, 24 de outubro de 2009

Vivendo a Vida um Dia Após o Outro



O tempo e espaço já foram bem descritos por Einstein. Nós passamos e o tempo não, ou melhor, é apenas mais uma dimensão (tempo-espaço). Vivemos na maior dificuldade no dia-a-dia. É trabalho, estudo, contas, despesas, falta de tempo e uma série de problemas do mundo atual. Esses problemas nos criam mais problemas e nos colocam em situações complexas com nossa cabeça.


Qual a melhor forma de viver já que os problemas, ou melhor, as dificuldades são inerentes a vida moderna? Talvez como escrito no título: viver um dia após o outro. Verdade! Nada melhor do que avançarmos com cautela no dia-a-dia, ou estabelecer objetivos diários, para que assim possamos suplantar a ansiedade e dessa forma vencer uma dificuldade de cada vez.


Difícil é conseguirmos por em prática essa forma de viver, pois fomos criados tendo que pensar no futuro longínquo. Assim é complicado e ai surgem os problemas. Viver livre de problemas é impossível, mas temos que minimizar e fazer deles nosso aliado na vitória final!


Einstein está certo, pois tudo é relativo... .

Livros Interessantes

  • 1808 - Laurentino Gomes
  • 1822 - Laurentino Gomes
  • 64 Contos de Rubem Fonseca
  • A Cabana - William P. Young
  • A Farsa - Christopher Reich
  • A Teoria da Relatividade Especial e Geral - Albert Einstein
  • Agosto - Rubem Fonseca
  • Cidade de Ladrões - David Benioff
  • Como Vejo o Mundo - Albert Einstein
  • Dom Casmurro - Machado de Assis
  • GOG - Giovanni Papini
  • Mandrake: A Blíblia e a Bengala - Rubem Fonseca
  • Memórias Póstumas de Bras Cubas - Machado de Assis
  • O Andar do Bêbado - Leonard Mlodinow
  • O Círculo dos Mentirosos - Jean-Claude Carriere
  • O Imperador (4 Volumes) - Conn Iggulden
  • O Livro dos Livros Perdidos - Stuart Kelly
  • O Mestre de Quéops - Albert Salvadó
  • Para Ler Como Um Escritor - Francine Prose
  • Pós-Guerra - Tony Judt
  • Quem Somos Nós? William Arntz, Betsy Chasse, Mark Vicente
  • Rio das Flores - Miguel Sousa Tavares
  • Ser Feliz - Will Fergunson
  • Simplesmente Einstein - Richard Wolfson
  • Solar - Ian MacEwan
  • The Einstein Theory of Relativity - H.A. Lorentz
  • Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos - Rubem Fonseca