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domingo, 4 de maio de 2014

Somos Todos Iguais?

Vou começar de forma simples e clara: Não! Obviamente não somos iguais e, muito pelo contrário, somos todos diferentes! Essa questão tomou conta da mídia recentemente devido aos episódios de racismo contra jogadores de futebol na Europa.
Deus criou uma forma para que nós animais, no caso específico, humanos, nos perpetuássemos como espécie. Criou o DNA e podemos dizer com clareza que não existe um indivíduo igual ao outro quanto a sua genética. Calma, não me esqueci dos gêmeos idênticos, que têm sim a mesma genética, mas mesmo assim são diferentes. Vamos deixa-los de lado nessa discussão.
Quando da concepção da vida, o concepto recebe metade da carga genética da mãe e a outra metade do pai, formando com isso um indivíduo único, com uma genética própria, sem outro igual no planeta. Os genes vão ativar ou inativar proteínas que criarão as características próprias de cada indivíduo. As mutações cromossômicas, que vêm ocorrendo ao longo da existência dos humanoides na Terra é que vão alterando as características de cada indivíduo e, essas mutações, são passadas através da carga genética daqueles que concebem o concepto.
Por sermos então diferentes, não aceito a ideia de que todos somos iguais. Além de errada pelo aspecto científico, também deve ser desconsiderada pelo ângulo de que somos da mesma espécie, pois não somos iguais mesmo. Entretanto, o que nos faz belos como espécie é o fato de sermos diferentes singularmente. Cada Ser humano é um indivíduo distinto, com uma genética própria e que vive à mercê do ambiente.
O racismo é mais uma criação imbecil de nós humanoides, que visa subjugar aqueles “diferentes” que nos interessa subjugar. Vou explicar: A cor da pele é uma diferença que incomoda, pois ela marca a origem genética daquele indivíduo. Como indivíduos de regiões do planeta onde se conseguiu um maior desenvolvimento tem predominantemente a pele de cor clara, esses veem os de pele de cor escura, que tem como origem genética regiões do planeta subdesenvolvidas e muitas vezes selvagens, como inferiores e os discriminam - sei que não é tão simples assim, mas vamos considerar desta forma. Contudo, a imbecilidade é tamanha, pois já com certeza sabemos que o Homem que hoje habita todos os continentes se originou da África, ou seja, de uma região onde a cor de pele escura foi necessária para a sobrevivência.
Mas o racismo embute um conteúdo elevadíssimo de preconceito, o que é utilizado para expor e destilar as frustrações e incompetência daquele indivíduo racista. Existe preconceito e muitas vezes racismo contra judeus, árabes, palestinos, pobres, homossexuais, mulheres e contra qualquer característica que incomode as pessoas com cérebro doente.
O perigo do racismo e do preconceito é quando se transforma em violência, como aconteceu nos EUA nas décadas de 1950 e 1960, ou quando grupos resolvem bater e matar homossexuais e, jovens, resolvem queimar um simples índio dormindo.
A implementação de determinadas medidas que têm um cunho predominantemente eleitoreiro, como a medida de cotas raciais no acesso a universidade pública e ao serviço público; em minha opinião, aflora um sentimento que se mantinha contido. Medidas mais eficientes, como a melhoria do ensino básico e fundamental, com um ensino de qualidade para todos, com oportunidades iguais, corrigiria um problema de desigualdade sem a necessidade de cotas raciais.

Bem, não somos iguais, a beleza do Ser humano está em sua singularidade. O racismo é coisa de gente imbecil, incompetente e, porque não dizer de um doente. O mais importante é que precisamos aprender a viver com as nossas diferenças!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Monteiro Lobato Racista?

O brasileiro não tem o hábito da leitura. Lemos muito pouco e não temos a tradição de passarmos para nossos filhos o gosto por um bom livro. Eu adquiri o hábito de ler estimulado pelo meu pai, que aprendeu a gostar de livros com meus tios. No entanto, apesar de não sermos afeitos aos livros temos e tivemos excelentes escritores e um desses foi o Monteiro Lobato.
Escritor engajado na vida pública e voltado para questões sociais teve metade de suas obras dedicadas à literatura infantil e a outra parte baseada em contos sobre temas brasileiros. Não é que sobrou pro Monteiro Lobato!
Isso mesmo, agora estão querendo colocar a obra do grande Lobato como algo politicamente incorreto, pois estão destacando alguns trechos de sua obra infantil, o famoso Sítio do Pica-Páu Amarelo, como racista, ou preconceituoso contra a raça negra. A personagem Tia Anastácia, negra e fundamental à obra do escritor, em determinado trecho sobe em uma árvore fugindo de uma onça e o autor descreveu tal escapada da seguinte forma: “Tia Anastácia que nem uma macaca trepou na árvore…”.
Alguns estudiosos ligados a questões raciais e ocupando cargos em escritórios que estão no mínimo 60 anos atrasados, pois ficariam muito bem estabelecidos numa certa Alemanha do senhor Adolpho, onde raça era questão primordial, resolveram achar tal passagem racista, ou com conotação preconceituosa contra a raça negra. Com isso propuseram a censura a tais passagens no livro do grande Lobato, que é usado nas escolas. Parece que chegaram mesmo a propor a retirada do livro do escritor das bibliotecas e escolas. Pode?
Lógico que isso tudo é uma grande bobagem e na verdade uma forma preconceituosa e doentia de ver o mundo. Encontrar conteúdo racista na obra de Monteiro Lobato é o mesmo que ver ETs em nossa casa. Coitado de nós que temos que conviver ou pelo menos dar atenção a esses censores da raça. Não a esse absurdo! Cuidado com esses entendedores de questões raciais, pois daqui a pouco estaremos sendo classificados pela cor de nossas peles e seremos presos se pronunciarmos certas palavras.

Livros Interessantes

  • 1808 - Laurentino Gomes
  • 1822 - Laurentino Gomes
  • 64 Contos de Rubem Fonseca
  • A Cabana - William P. Young
  • A Farsa - Christopher Reich
  • A Teoria da Relatividade Especial e Geral - Albert Einstein
  • Agosto - Rubem Fonseca
  • Cidade de Ladrões - David Benioff
  • Como Vejo o Mundo - Albert Einstein
  • Dom Casmurro - Machado de Assis
  • GOG - Giovanni Papini
  • Mandrake: A Blíblia e a Bengala - Rubem Fonseca
  • Memórias Póstumas de Bras Cubas - Machado de Assis
  • O Andar do Bêbado - Leonard Mlodinow
  • O Círculo dos Mentirosos - Jean-Claude Carriere
  • O Imperador (4 Volumes) - Conn Iggulden
  • O Livro dos Livros Perdidos - Stuart Kelly
  • O Mestre de Quéops - Albert Salvadó
  • Para Ler Como Um Escritor - Francine Prose
  • Pós-Guerra - Tony Judt
  • Quem Somos Nós? William Arntz, Betsy Chasse, Mark Vicente
  • Rio das Flores - Miguel Sousa Tavares
  • Ser Feliz - Will Fergunson
  • Simplesmente Einstein - Richard Wolfson
  • Solar - Ian MacEwan
  • The Einstein Theory of Relativity - H.A. Lorentz
  • Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos - Rubem Fonseca