A obesidade tem sido um problema para todo o mundo atual. O número de pessoas com sobrepeso e obesidade tem aumentado de forma assustadora, mesmo em regiões do planeta onde não existiam obesos, como por exemplo, na Ásia. Somente em regiões onde existe carência de alimentos – vide África -, não se vê esse problema.
Em verdade não existe obeso, ou melhor, gordo saudável. Já houve esta tentativa de querer taxar a obesidade em indivíduos sem doenças associadas (hipertensão arterial, diabetes, elevação na taxa de colesterol), como tendo uma obesidade saudável, ou sendo um gordo saudável. Isso é de um enorme engano, pois nossos corpos não foram feitos para estocar gordura em excesso, apenas o necessário para manter a carga energética num momento de dificuldades, como por exemplo, períodos de fome. Então, vamos tirar de nossas cabeças a ideia de que possa existir um indivíduo com sobrepeso, ou mesmo obeso e seja ele saudável.
Recentemente uma "luz surgiu ao final do túnel"! Isso mesmo, pesquisas com um possível antagonista do hormônio Grelina, produzido principalmente por nossos estômagos, vêm sendo publicadas. Este hormônio é liberado quando o estômago está vazio, ou seja, quando precisamos comer e, por isso, a Grelina é chamada de hormônio da fome. Ela estimula o cérebro de forma que provoque fome e nos faça comer. O uso de um antagonista da Grelina em obesos agiria, possivelmente, como inibidor da fome e provocaria emagrecimento.
Existem vários estudos em animais mostrando que a droga seria promissora, mas temos que esperar outros artigos com estudos em seres humanos, para que possamos ver a real possibilidade de se utilizar tal droga. No entanto, a ideia de se inibir a fome antagonizando um hormônio que muito contribui para ela soa bem. Por enquanto, como não temos uma droga milagrosa para tratarmos obesidade, vamos tentar preveni-la. Fazer exercícios regulares e se alimentar de forma correta ainda são os melhores remédios.
Olá! Eu me chamo Rubens Antunes da Cruz Filho. Este espaço está sendo criado para que eu possa expressar minhas opiniões sobre o que vem acontecendo no mundo, como também ler comentários ou mesmo opiniões de outras pessoas. Também usarei este espaço para falar um pouco sobre medicina e especificamente sobre endocrinologia e metabologia. Sejam Bem-Vindos!
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Mãe – A Referência de Nossas Vidas
Gosto de compartilhar minhas emoções já que sempre tive dificuldades em expressá-las. Por isso estou escrevendo neste momento sob forte emoção, mas a razão de estar escrevendo não é relatar meu sofrimento, pelo contrário, quero expressar o meu eterno agradecimento a todos aqueles que se mostraram amigos e comigo compartilharam da dor pelo passamento de minha amada mãe. Posso dizer que é nesses momentos que reconhecemos os verdadeiros amigos.
O que dizer de minha mãe? Apenas dizer que foi realmente mãe e como toda mãe que se preze sempre defendeu suas crias e mais, foi além, pois ajudou irmãos, sobrinhos, cuidou dos pais e sempre manteve uma postura de mãe de todos. Comigo foi supermãe, único filho homem, só isso basta pra se perceber como era. Ciúmes, amor, coração de mãe. Para ela eu sempre estava certo e os outros errados.
Nos últimos meses estava mal, sofrendo com perdas e me dizia que não tinha mais vontade de viver. Tentei de todas as formas a manter forte procurando sempre estimula-la, mas nada. Até que seu corpo cedeu às pressões e ficou mal de um dia para o outro. Foram pouco mais de dois meses de agonia e sofrimento com a internação e finalmente veio o que já esperávamos. Achei que estava preparado, no entanto, não existe preparo para se viver tal situação. Todos que passaram por isso sabem bem o que significa.
Já há alguns dias venho tentando guardar em minha mente as boas lembranças, porque acho ser isso o que mais importa. Hoje ela continua viva dentro de meus pensamentos, como também dentro de cada um que gostava dela. Por isso, digo com certeza que a minha mãe, sempre uma referência, ainda vive dentro de mim.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Pai também sofre!
Todos conhecem a maratona que é para os jovens e para nós pais o famigerado vestibular. Agora, neste exato momento encontro-me escrevendo, com um pouco de cólicas, mas com a intenção de dar vazão à minha ansiedade, pois acabei de deixar meu filho mais novo na porta da escola onde ele está fazendo a prova de vestibular para a UFRJ. Vejam como é complicado, porque senti nele a ansiedade e o nervosismo que tive há 32 anos quando ia para o vestibular. Na verdade, acho que estou também fazendo vestibular, mas só que desta vez não posso fazer nada, pois as provas são com ele.
Tenho mais dois filhos, que já estão formados e trabalhando, contudo, sofri menos com eles no vestibular devido à postura com que tinham diante dos exames. Entretanto, meu mais novo, que quer fazer medicina, a minha carreira e também a da mãe, talvez por isso, ou talvez por ser o mais novo, ou talvez porque fique tenso como eu ficava antes de cada prova, me deixa do modo que me encontro agora – com cólicas e me sentindo ansioso como se eu estivesse fazendo prova.
É, sofre seu bobão, mas o que eles não entendem é que somos assim porque queremos sempre o melhor para eles e por isso "embobecemos". No entanto, tenho que reconhecer a tarefa hercúlea que é passar hoje num vestibular de medicina para uma instituição pública. A competição é enorme e como não poderia deixar de faltar à pressão vem de todos os lados. Sinceramente não consigo entender porque tanta procura pela carreira medicina.
Bem, só desejo que ele consiga superar esta etapa da vida e que amadureça para ter o futuro brilhante que merece. Viram como realmente ficamos bobos?
Tenho mais dois filhos, que já estão formados e trabalhando, contudo, sofri menos com eles no vestibular devido à postura com que tinham diante dos exames. Entretanto, meu mais novo, que quer fazer medicina, a minha carreira e também a da mãe, talvez por isso, ou talvez por ser o mais novo, ou talvez porque fique tenso como eu ficava antes de cada prova, me deixa do modo que me encontro agora – com cólicas e me sentindo ansioso como se eu estivesse fazendo prova.
É, sofre seu bobão, mas o que eles não entendem é que somos assim porque queremos sempre o melhor para eles e por isso "embobecemos". No entanto, tenho que reconhecer a tarefa hercúlea que é passar hoje num vestibular de medicina para uma instituição pública. A competição é enorme e como não poderia deixar de faltar à pressão vem de todos os lados. Sinceramente não consigo entender porque tanta procura pela carreira medicina.
Bem, só desejo que ele consiga superar esta etapa da vida e que amadureça para ter o futuro brilhante que merece. Viram como realmente ficamos bobos?
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