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terça-feira, 2 de agosto de 2016

Por que a Gordura Acumulada na Barriga é tão Perigosa à Saúde?


          Isso tem um nome: obesidade abdominal! O acúmulo de gordura no abdome, ou seja, intra-abdominal (dentro da barriga), causa um efeito estético extremamente desagradável nas pessoas que o desenvolvem. Entretanto, se fosse somente isso não seria tão ruim assim, mas acontece que essa gordura se acumula nas vísceras abdominais, no omento e retroperitônio causando não só um efeito direto ruim, como no caso do fígado gorduroso, onde temos a agressão pela gordura das células hepáticas, mas também um efeito indireto e bastante maléfico para a saúde. O que seria então esse efeito indireto?
          Há alguns anos foi descoberto que a célula gordurosa – adipócito -, não se comporta como uma simples acumuladora ou depósito de gordura. Descobriu-se que ela, principalmente a célula gordurosa da gordura intra-abdominal, se transforma numa célula produtora de substâncias tóxicas para o nosso organismo. Além disso, no entorno dessas células ocorre a infiltração de células de defesa do nosso organismo – macrófagos -, que também liberam substâncias tóxicas para o nosso corpo. Essas substâncias tóxicas liberadas pelas células gordurosas intra-abdominais e pelas células de defesa que infiltram esse tecido gorduroso produzem o que chamamos de estado de inflamação crônica. Vamos prestar a atenção, pois isso não tem nada a ver com infecção, mas sim INFLAMAÇÃO. É como se o nosso corpo estivesse reagindo de forma crônica ou contínua a uma infecção, mas sem haver infecção. Isso não é bom, pois extrapola o estado de normalidade e equilíbrio de nosso organismo.
          Existem pessoas que têm uma tendência genética para acumular essa gordura na região intra-abdominal e, por isso, engordam mais na barriga. Essas pessoas devido ao chamado estado de INFLAMAÇÃO CRÔNICA estão propensas a desenvolver alterações no colesterol, triglicerídeos, hipertensão arterial, diabetes mellitus do tipo 2 e aterosclerose. O resultado disso tudo é bombástico: maior risco cardiovascular e maior risco de morte por doença cardiovascular - infarto do miocárdio e acidente vascular encefálico como resultado da obstrução de artérias importantes do corpo.

       Por isso temos que tentar evitar o acúmulo de gordura na barriga praticando atividades esportivas, ou não vivendo de forma sedentária e, principalmente ingerir menos calorias e sempre procurar consumir alimentos de melhor qualidade. 

O Que é Gordura no Fígado?

O fígado é um órgão extremamente importante para o bom funcionamento de nosso corpo. Ele tem o papel de metabolizar o colesterol, que sai na bile e vai para o intestino e, parte deste colesterol retorna ao sangue. Metaboliza o álcool que bebemos, medicamentos que tomamos e é o responsável por não morrermos durante o sono de hipoglicemia (glicose baixa no sangue), pois fabrica glicose a partir de gordura e proteínas enquanto estamos dormindo e sem comer. 
Mas o que é a chamada "gordura no fígado"? Tecnicamente chamamos de esteatose hepática. É o acúmulo de triglicerídeos nas células hepáticas, um processo patológico, que passa a alterar o funcionamento do fígado e pode levar à fibrose e posterior cirrose. Isso mesmo, "gordura no fígado" pode causar cirrose hepática sem o indivíduo ter bebido uma gota de álcool durante toda sua vida! Esse processo de "obesidade" do fígado faz parte de um processo geral de acúmulo de gordura que ocorre nos indivíduos com resistência à ação da insulina, e que acomete outros órgãos além do fígado, como por exemplo: coração, músculo esquelético e cérebro. 
Todo esse processo é chamado de lipogênese de novo, que é o acúmulo de gordura em tecidos não gordurosos, ou adiposos. Tudo isso é o resultado da chamada predisposição genética aliada ao estilo de vida moderno - ingestão excessiva de calorias principalmente através de gordura e carboidratos e sedentarismo. 
Como fazer para essa gordura sair do fígado? Emagrecimento é a resposta. Quando eliminamos gordura de nosso corpo nós também eliminamos a gordura do fígado, músculo e coração. Por isso, temos que estabelecer um estilo de vida saudável, com alimentação adequada e atividade física regular. Só assim evitaremos a "gordura no fígado" e eliminaremos o risco de cirrose hepática. 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Obesidade - O Mundo Será de Obesos?

Cheguei hoje do congresso americano de diabetes, mais especificamente da American Diabetes Association (ADA). Como sempre o congresso, ou melhor, como eles por lá o chamam, o Meeting, foi bom em conteúdo e organização. Desta vez foi na cidade da Filadélfia na Pensilvânia.
Todos os anos tenho ido ao ADA desde 2007, onde fui pela primeira vez na cidade de Chicago. Mas apenas em 2009 em Nova Orleans e agora na Filadélfia fiquei chocado com o tamanho do problema de saúde pública que por lá existe - muitos obesos, mas obesos mesmo!
O que existe em comum entre a cidade de Nova Orleans e Filadélfia? Uma coisa muito clara, ou seja, o número de obesos, como também o percentual alto de negros na população dessas cidades. Isso mesmo, a obesidade é um problema mundial, em especial dos americanos, onde mais da metade da população está acima do peso e existe um percentual grande de obesos graves e mórbidos. Entretanto, o que me chamou mais atenção foi o grau de obesidade entre a população negra. A obesidade é tão comum por lá que quando se vê um magro  isso nos chama a atenção.
A obesidade afeta tanto homens quanto mulheres, porém é mais comum entre as mulheres e em especial entre a população negra. Que vivemos uma epidemia mundial de obesidade não é novidade; que a obesidade tem feito vítimas e mais vítimas mundo afora também não o é; e que estamos perdendo feio a guerra contra essa doença isso é uma triste realidade.
Por tudo isso teremos mais obesos, como também pessoas com artropatias de joelhos, quadril e coluna; teremos muitos diabéticos, como também várias pessoas com doença cardiovascular (infarto, AVE, trombose arterial), ou seja, teremos muito mais morte e sequelas por essa doença aparentemente silenciosa que vem comprometendo toda a sociedade de forma sorrateira e fatal.
Vamos parar a obesidade! Sim, podemos pará-la, desde que vivamos de forma saudável. Temos que comer menos e fazer mais atividade física. Isso já, pois senão quem causará o extermínio da nossa raça não será um vírus, ou uma bactéria fatal, mas sim o aumento da gordura corporal.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

É Possível Emagrecer "Puro"?


                Um dos maiores problemas da humanidade excluindo-se a doença social violência é a obesidade. Hoje vivemos dias de excesso de peso, doenças associadas ao excesso de gordura corporal e nós, seres humanos, estamos realmente mudando de configuração. Basta parar numa esquina de qualquer grande cidade brasileira e começar a observar as pessoas que por ali passam. Muitos obesos serão vistos, principalmente mulheres – hoje até com obesidade grave ou acentuada. Os homens em menor proporção, mas sempre com aquela famosa barriguinha de cerveja, ou melhor, com a temível obesidade abdominal.
                Que não nascemos para sermos obesos isso é a pura verdade, por isso, obesidade, ou excesso de gordura corporal é sim doença. Que não venham falar dos gordinhos saudáveis que não têm colesterol alto, ou mesmo hipertensão arterial, ou qualquer outra doença, porque obesidade é por si só uma terrível doença. As razões para tanta obesidade nos dias atuais são múltiplas, no entanto, a grande verdade e o pior problema é o fato de que realmente comemos demais.
                Então, como consertar tudo isso, ou tratar o obeso e também tentar prevenir futuros gordinhos? Só mudando hábitos de vida. Recentemente até escrevi em postagem anterior sobre os apresentadores do programa Fantástico da Rede Globo que deram um belo exemplo de como emagrecer somente mudando hábitos de vida. Achei sinceramente que foi o quadro mais instrutivo do Fantástico nos últimos anos – pois o exemplo passado mudou em muito a forma com que as pessoas pensavam quanto ao fato de perder peso. Sim, é possível emagrecer “puro”, ou sem ajuda de medicamentos! Basta mudarmos hábitos como alimentação – comer menos calorias e uma alimentação equilibrada -; e gastar mais energia fazendo atividade física.
                Contudo, não é tão simples assim, pois existem pessoas que não conseguem ou têm dificuldades para praticar atividade física. Estou falando de pessoas que têm limitações corporais. Essas pessoas podem engordar mesmo comendo pouco e nesses casos o uso de medicamentos adjuvantes pode ser necessário. Não sou contra a utilização de medicamentos para tratar obesidade, mas hoje só temos a Sibutramina e o Orlistat para usarmos. Quanto a Sibutramina temos que selecionar bem os pacientes para usá-la e devemos sempre informa-los que não é uma droga tão eficiente assim e que pode causar alguns efeitos colaterais. Já o Orlistat tem um efeito no intestino diminuindo a absorção de 30% das gorduras que ingerimos na alimentação, por isso, como inconveniente pode causar episódios de diarreia catastróficos se o indivíduo comer gordura. Também não é muito eficiente.
                Tanto a Sibutramina, quanto o Orlistat podem ser utilizados ao mesmo tempo no mesmo paciente, mas nunca na mesma cápsula. Não ocorre interação medicamentosa entre os dois e o Orlistat tem seu efeito basicamente no tubo digestivo, enquanto a Sibutramina age no Sistema Nervoso Central aumentando a saciedade – a satisfação com a alimentação se dá mais rápido e por isso o indivíduo come menos.
                Bem, o ideal é emagrecer “puro”, ou sem medicamentos, pois como descrito estes têm efeitos colaterais e são substâncias estranhas para nosso organismo. Além do mais é sim possível perder peso de forma saudável mudando os hábitos de vida. O excesso de gordura no corpo está associado a várias outras doenças e deve ser combatido desde o nascimento, com implementação de hábitos de vida saudáveis ao bebê. 

domingo, 12 de junho de 2011

Um Belo Exemplo do Fantástico - Emagrecer é Viver de Forma Saudável!

               Temos acompanhado aos domingos no programa Fantástico toda a Via Crusis dos apresentadores Zeca Camargo e Renata Ceribelli na tentativa de perder peso de forma saudável. Vejam bem que escrevi “de forma saudável”! Isso mesmo, os dois gordinhos e, olha que já encontrei o Zeca Camargo na Ponte Aérea algumas vezes e ele estava bem gordinho.
                Mas porque estou entrando nesse assunto? Simplesmente porque achei muito interessante a forma como eles abordaram o tratamento da obesidade nos dois apresentadores e, principalmente, porque o Fantástico tem uma audiência enorme e com isso bons exemplos são bem difundidos. Então, que bons exemplos são esses?
                Primeiro ficou bem definido um programa alimentar e uma forma prática de se medir o que comer. Segundo também foi bem estabelecido um programa de exercícios para aumentar a massa seca, ou massa muscular e ajudar a diminuir o percentual de gordura corporal. E terceiro, que em nenhum momento se falou em qualquer medicação para auxiliar na perda de peso – vale deixar claro que isso não é proibido, mas se puder ser evitado... .
                Bem, ao longo das semanas eles têm entrado em forma, está acontecendo uma mudança de hábitos alimentares e, também bastante importante, continuaram os dois fazendo tudo o que fazem normalmente, ou seja, nada de desculpas de falta de tempo, ou qualquer outra coisa.
                O Programa tem mostrado que perder peso é ter um estilo de vida saudável, com atividade física regular e alimentação correta. Não existem milagres quando se fala em manter o percentual de gordura corporal normal. Outra informação importante que tem sido dada é que o peso corporal não indica se o indivíduo está gordo ou magro, mas sim sua massa corporal. Podemos ser pesados e, no entanto estarmos magros.
                Um bom exemplo como esse tem que ser dado sempre em programas de grande audiência, porque simplesmente faz bem à saúde dos indivíduos e, ajuda, no caso específico, a combater a epidemia de obesidade e doenças associadas a ela, que vêm assolando o planeta e também o nosso Brasil.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

E o Fenômeno Pisou na Bola

Não posso deixar de me manifestar. Sobre o quê? Óbvio, sobre o assunto da semana, que movimentou a mídia desde segunda-feira, quando o "fenômeno" Ronaldo se despediu do futebol. Sem dúvidas que o Ronaldo foi um dos maiores jogadores que já vi jogar e a sua despedida do futebol deixa em todos que gostam do esporte uma sensação de perda. Mas ele poderia deixar de falar besterias... .
Isso mesmo, o Ronaldo alegou que nos últimos tempos vinha sofrendo com problemas de excesso de peso, gordura mesmo, basta ver a barriguinha do "fenômeno" clicada por vários fotógrafos nas praias européias e brasileiras. Tudo bem, estava nítido que ele tem obesidade abdominal, no entanto, não precisava dizer que o problema de peso é devido ao hipotireoidismo. Claro que não é devido ao hipotireoidismo!
Já falei, escrevi e fiz uma série de comentários esclarecendo que HIPOTIREOIDISMO não é causa de obesidade. Muitas pessoas acham que sim e até alguns médicos dizem que sim, mas HIPOTIREOIDISMO não é causa de obesidade!
O Ronaldo prestou um péssimo serviço ao fazer esse comentário, entretanto, felizmente, vários endocrinologistas país a fora vieram a público para explicar exatamente o contrário. Pisou na bola o "fenômeno" - mas quer saber de uma coisa, acho que foi até bom, porque com os esclarecimentos que vieram após a declaração do Ronaldo muita gente hoje já sabe a verdade.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Deixar de Jantar Emagrece?


            Não é novidade que o mundo engorda e o Brasil não está fora dessa realidade – cada vez mais nossa população está engordando com pessoas na faixa da obesidade e outras com sobrepeso. Por isso, muita gente tenta a todo custo emagrecer e vários mitos são criados e se propagam como se fossem verdadeiros, o que leva muitas pessoas a fazerem, ou seguirem ideias, ou programas, sem a menor fundamentação científica.
            Em relação ao hábito do brasileiro de jantar ouço com enorme frequência pessoas dizendo que vão parar de jantar para emagrecer, como também outras vêm me perguntar se o fato de não jantar pode leva-las a emagrecer. Repousa nessa questão um erro gravíssimo, já demonstrado em estudos científicos, que torna claro que não é o hábito de jantar o que leva um indivíduo a emagrecer ou engordar, mas sim a quantidade de calorias que ele ingere durante o dia inteiro, além obviamente, de fatores metabólicos de cada indivíduo, como também o nível de gasto energético – atividade física -, e principalmente fatores genéticos.
            Muita gente acredita inocentemente que elas engordam simplesmente porque comem e dormem após comer. Ledo engano, pois não é fazendo atividade física após comermos que vamos queimar as calorias a mais que acabamos de comer! É importante para a digestão adequada que façamos repouso após uma refeição e não atividade física. Para queimar calorias temos é que fazer exercícios regularmente, mas nunca após uma refeição. Entretanto, uma importante dica para quem não quer engordar, principalmente aqueles que têm histórico familial de obesidade é comer corretamente.
            Às vezes jantar corretamente é mais importante do que comer lanchinhos ricos em carboidratos e gorduras. Arroz, feijão, carne magra e verduras na quantidade certa não fazem mal a ninguém.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Hipotireoidismo – Perguntas Frequentes

    Muitos pacientes têm dúvidas sobre a doença hipotireoidismo, por isso resolvi responder a várias perguntas para tentar sanar algumas dessas dúvidas:

    - Se eu estiver doente, com uma infecção na garganta, por exemplo, e tiver que tomar um antibiótico, eu devo interromper o uso do hormônio da tireoide?

    Resposta: Não. Em vigência de qualquer infecção, ou mesmo um quadro de diarreia, ou qualquer outro problema em que tenha que utilizar qualquer medicamento, nunca interrompa o hormônio tireoidiano (Puran T4, Synthroid, Euthyrox, Levoid). São nesses momentos de risco, em que o organismo está enfrentando uma infecção, por exemplo, que mais precisamos dos hormônios da tireoide.

    - Se eu tiver que sair de casa para uma festa, ou ir a uma comemoração onde tenha a intenção de beber bebida alcoólica, devo deixar de tomar o hormônio tireoidiano neste dia?

    Resposta: Não. Nunca deixe de tomar o seu remédio, mesmo que vá beber bebida alcoólica mais tarde. Entretanto, beba sempre com moderação.

    - É verdade que o hormônio da tireoide deve ser tomado em jejum?

    Resposta: Sim, sempre em jejum e se deve esperar pelo menos 20 a 30 minutos para tomar o café da manhã. Isso é necessário, pois os alimentos interferem na absorção dos hormônios da tireoide.

    - Por ter hipotireoidismo devo fazer alguma dieta especial?

    Resposta: Não. A única coisa que o paciente com hipotireoidismo deve fazer religiosamente é tomar o seu hormônio em jejum diariamente.

    - Por ter hipotireoidismo eu posso fazer exercícios?

    Resposta: Sim, deve viver uma vida absolutamente normal.

    - O hipotireoidismo é causa de obesidade?

    Resposta: Não. Se o paciente que tem hipotireoidismo não estiver corretamente tratado pode ocorrer um ligeiro ganho de peso, ou mesmo até uma dificuldade em se perder peso, mas hipotireoidismo não é causa de obesidade.

    - Devo interromper o hormônio da tireoide se engravidar, visto que na gravidez devemos evitar qualquer medicação?

    Resposta: Não. A mulher com hipotireoidismo que engravida deve ir logo ao seu endocrinologista, porque este irá aumentar a dose do hormônio da tireoide, pois a criança, principalmente nos três primeiros meses da gestação, usa somente o hormônio tireoidiano da mãe devido sua tireoide ainda não estar formada. Isso é tão importante, que o primeiro, a saber, da gravidez da mãe com hipotireoidismo deve ser o seu endocrinologista.

    - Caso me esqueça de tomar o remédio um dia o que faço?

    Resposta: Se for somente um dia não tem problema, mas mesmo assim pode tomar quando se lembrar. Nunca tome a dose dobrada no dia seguinte caso tenha esquecido de tomar no dia anterior.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

De Volta à Vida Novamente

    Bem, acho que tenho que voltar ao normal em minha vida. Mas para que isso ocorra de verdade preciso voltar a sentir gosto por escrever e é isso que está ocorrendo no momento. Estou sentindo novamente a vontade de voltar a escrever, o que em realidade é algo que realmente gosto muito de fazer.

    Passei por momentos difíceis e tristes, os estou "digerindo"; por isso não quero mais falar de tristezas, pelo menos por enquanto, e procurarei encontrar razão para praticar a vontade de viver, em especial num mundo melhor. Vou tentar fazer, ou melhor, mostrar como podemos viver mais e melhor, através de ensinamentos básicos que a medicina moderna e a experiência de vida, enquanto médico me ensinou.

    Hoje sou muito questionado sobre a melhor forma de se evitar dois grandes males da vida moderna: A obesidade e o diabetes. Já fui falar sobre esse tema em reuniões de clube, em palestras para leigos e até para outros médicos. Vejo isso com bons olhos, pois acho que tanto a obesidade, quanto o diabetes têm que ser atacados com informação e conhecimento. Atualmente estamos vivendo uma epidemia de obesidade e diabetes e somente com muita informação poderemos atingir as pessoas que estão sob risco.

    Recentemente saiu um artigo científico numa das mais conceituadas revistas médicas – New England Journal of Medicine -, relacionando pela primeira vez o sobrepeso e a obesidade com risco de morte. Ficou evidente que tanto o sobrepeso, quanto a obesidade estão relacionados com risco de morte por qualquer causa, entretanto, a primeira disparada é o risco de desenvolver um câncer e em segundo lugar morte por doença cardiovascular. Isso mesmo, obesidade dá câncer!

    Não tem jeito, pois se você tem um parente de primeiro grau com obesidade, ou diabetes do tipo 2, trate de mudar seu estilo de vida o quanto antes – faça atividade física regularmente e se alimente com pouca gordura saturada, coma mais vegetais e alimentos com fibras e menos carboidratos. Fazendo isso, que parece fácil, mas não o é, poderá evitar não só doenças como diabetes e obesidade, como também diminuir a incidência de cânceres e morte cardiovascular – infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, aneurisma da aorta e outras.

    Prevenir é o maior desafio da saúde nos dias de hoje. Por isso, informar e educar o indivíduo desde jovem ajuda e muito. Mudar hábitos depois que o "leite derramou" fica muito difícil e talvez não adiante. Em breve escreverei mais sobre esse assunto.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Obesidade – Enfim Teremos a Cura?

    A obesidade tem sido um problema para todo o mundo atual. O número de pessoas com sobrepeso e obesidade tem aumentado de forma assustadora, mesmo em regiões do planeta onde não existiam obesos, como por exemplo, na Ásia. Somente em regiões onde existe carência de alimentos – vide África -, não se vê esse problema.

    Em verdade não existe obeso, ou melhor, gordo saudável. Já houve esta tentativa de querer taxar a obesidade em indivíduos sem doenças associadas (hipertensão arterial, diabetes, elevação na taxa de colesterol), como tendo uma obesidade saudável, ou sendo um gordo saudável. Isso é de um enorme engano, pois nossos corpos não foram feitos para estocar gordura em excesso, apenas o necessário para manter a carga energética num momento de dificuldades, como por exemplo, períodos de fome. Então, vamos tirar de nossas cabeças a ideia de que possa existir um indivíduo com sobrepeso, ou mesmo obeso e seja ele saudável.

    Recentemente uma "luz surgiu ao final do túnel"! Isso mesmo, pesquisas com um possível antagonista do hormônio Grelina, produzido principalmente por nossos estômagos, vêm sendo publicadas. Este hormônio é liberado quando o estômago está vazio, ou seja, quando precisamos comer e, por isso, a Grelina é chamada de hormônio da fome. Ela estimula o cérebro de forma que provoque fome e nos faça comer. O uso de um antagonista da Grelina em obesos agiria, possivelmente, como inibidor da fome e provocaria emagrecimento.

    Existem vários estudos em animais mostrando que a droga seria promissora, mas temos que esperar outros artigos com estudos em seres humanos, para que possamos ver a real possibilidade de se utilizar tal droga. No entanto, a ideia de se inibir a fome antagonizando um hormônio que muito contribui para ela soa bem. Por enquanto, como não temos uma droga milagrosa para tratarmos obesidade, vamos tentar preveni-la. Fazer exercícios regulares e se alimentar de forma correta ainda são os melhores remédios.

sábado, 30 de outubro de 2010

Medicina: A Deficiência de Vitamina D e o Risco de Câncer e Diabetes

    A deficiência da vitamina D está cada vez mais em destaque no mundo científico. Hoje sabemos que não é privilégio de populações de países que se encontram em latitudes mais altas, onde o sol é escasso, mas também de populações como a nossa, por exemplo. Podemos dizer com clareza que praticamente todo o mundo está sofrendo desse mal. Num estudo populacional feito nos Estados Unidos chamado NHANES (2001 – 2004) viu-se que 90% da população com pele pigmentada – negra, asiática, latina e índios -, tinham deficiência ou insuficiência de vitamina D. Sabemos que grande parte da vitamina D vem da ativação dela na pele através da atuação dos raios ultravioleta B (UVB) e que em pessoas com pele pigmentada esta ativação é mais demorada. Entretanto, este mesmo estudo mostrou que 75% da população caucasiana – pele clara -, também tinha deficiência ou insuficiência da vitamina D.

    Este problema chama atenção não só pelo fato da vitamina D estar relacionada com o metabolismo do cálcio, fósforo e dos ossos, mas porque nas pessoas que apresentam deficiência ou insuficiência dela, o risco de doenças cardiovasculares – Infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca, hipertensão arterial -, aumenta muito quando comparado com pessoas sem alteração na vitamina D. Da mesma forma ocorre um aumento no risco de aparecimento de cânceres, principalmente do câncer de intestino. Como se não bastasse, as pessoas com deficiência ou insuficiência de vitamina D têm um maior risco de desenvolver Diabetes e obesidade e de adquirir infecção pelo bacilo da tuberculose.

    Como espero ter ficado claro acima, a deficiência ou insuficiência da vitamina D é um problema de saúde pública que deve ser atacado imediatamente, principalmente porque uma fonte importante desta vitamina, que é a alimentação, não é suficiente para suprir as necessidades, pois, por exemplo, o alimento que mais tem vitamina D é o óleo de fígado de bacalhau – quem toma óleo de fígado de bacalhau?

    Hoje nós médicos podemos dosar a vitamina D no sangue das pessoas – 25(OH)D3 -, e com isso repor naqueles deficientes ou insuficientes. No entanto, assim como é feito nos países nórdicos, o leite poderia ser enriquecido com vitamina D, o que atingiria populações menos favorecidas.

domingo, 29 de agosto de 2010

Como Evitar o Diabetes?


    A diabetes tipo 2 é hoje considerada uma doença epidêmica em todo o mundo e por isso tem e deve ser prevenida, pois não é somente o fato de ficar diabético, mas todo o risco que a condição que predispõe à doença causa. Por exemplo, o indivíduo que tem diabetes, ou aquele que tem predisposição para ter a doença, apresenta um grande risco de infarto do miocárdio, como também acidente vascular cerebral. Por isso, se você tem história familial de diabetes procure se cuidar e tente mudar o estilo de vida o mais rápido possível.
    Então, o que fazer? A resposta é básica e rápida: Mudar o estilo de vida. – Como assim mudar? – Fazer aquilo que ninguém gosta – dieta e exercício! Na verdade não precisamos chamar de dieta, mas sim podemos dizer que é uma forma de comer corretamente. Se alimentar com alimentos menos calóricos, rico em fibras, com pouca gordura saturada, comer mais vezes por dia e em pequenas quantidades. Evitar beber líquidos muito calóricos, como refrigerantes com açúcar e pouca bebida alcoólica. Quanto à atividade física deve ser regular, preferencialmente diária e de acordo com as condições do indivíduo.
    Com uma alimentação correta e atividade física regular evitamos a obesidade, principalmente a abdominal e melhoramos a utilização da glicose pelos músculos e também a produção de glicose pelo fígado, o que leva a um controle adequado da glicose e uma melhor ação da insulina. Isso tudo evita a aterosclerose e, por conseguinte a doença cardiovascular.
    Hoje vivemos não somente uma epidemia de diabetes, mas também uma epidemia de obesidade, doenças que andam juntas e que podem ser evitadas e, repito, através de mudanças nos hábitos de vida.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Sibutramina – E Agora? Como Tratar a Obesidade?


    Fomos pegos de surpresa há dois dias quando a agência europeia de medicamentos (EMEA), o equivalente a nossa ANVISA e ao FDA americano, proibiu a comercialização e o uso da Sibutramina em território Europeu. A proibição foi baseada nos dados do estudo SCOUT, ainda não publicado, que acompanhou cerca de 10000 indivíduos durante 6 anos. O FDA não proibiu o uso da Sibutramina em território americano, mas solicitou que constasse em bula os possíveis riscos do uso do medicamento. Já a ANVISA está avaliando os dados do estudo e parece irá seguir as orientações do FDA, como sempre.

    A Sibutramina é um fármaco que está no mercado há mais de 10 dez anos e tem uma ação saciatógena (aumenta a saciedade, que é a sensação de estar alimentado), não anorexígena, que tem sido um grande auxiliar no tratamento da obesidade. Muito prescrito por nós endocrinologistas e metabologistas, pois sempre foi muito bem tolerado pelos pacientes, com poucos efeitos colaterais e não causa dependência física, como os anorexígenos, por exemplo.

    Podemos dizer que os resultados desse estudo SCOUT, que mostrou um aumento no risco de infarto do miocárdio não fatal e de acidente vascular encefálico de 16% no grupo que utilizou o medicamento, veio nos trazer preocupação, pois temos um grande número de pacientes utilizando a medicação e por não termos grandes opções medicamentosas para auxiliar no tratamento da obesidade. As recomendações do FDA e ANVISA são para que num primeiro momento se evite o uso da medicação em pessoas com potenciais riscos de infarto ou acidente vascular cerebral, como, por exemplo, em diabéticos e hipertensos.

    Na publicação do British Medical Journal (BMJ) de 25 de janeiro, na coluna de "novidades", o título da publicação já diz tudo: "Withdrawal of sibutramine leaves European doctors with just one obesity drug" – A retirada da Sibutramina deixa os médicos Europeus com somente uma droga para usar na obesidade. Sim, apenas um medicamento para ajudar no tratamento da obesidade.



    A pergunta que não quer calar – Por que a ANVISA não proibiu até hoje a comercialização das Anfetaminas (anorexígenos) em nosso território? São drogas extremamente perigosas, que podem desencadear surtos psicóticos, além de aumentar o risco cardiovascular e de causar dependência física. Por quê?

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Mamãe Sempre Disse: - Coma Devagar Para não Engordar Meu Filho!


    Meus amigos, a constatação de que nossas mães sempre estiveram certas com a sabedoria popular foi comprovado. Comer devagar, ou mastigar bem os alimentos antes de engoli-los ajuda a não engordar. A comprovação científica será publicada na revista super importante da Endocrine Society, Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism, em trabalho científico que demonstrou que a ingestão lenta, ou uma maior mastigação dos alimentos, aumenta os níveis de hormônios intestinais anorexígenos – PYY (peptídeo YY) e GLP-1 (peptídeo similar ao glucagon). O aumento destes peptídeos leva a um efeito de saciedade que ajuda no que diz respeito a se comer menos e com isso não aumentar o peso.

    Então pessoal vamos mastigar mais os alimentos e procurar comer sempre devagar, porque quem come rápido não sacia a fome e acaba comendo demais.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Diabete Tipo 2 – Tratamento: O Que Existe de Novo?


    A doença diabete tipo 2 (DM2) vem crescendo assustadoramente em todos os continentes e hoje podemos dizer que vivemos uma epidemia mundial de diabete. Este tipo de diabete está associado a obesidade (abdominal), hipertensão arterial, aumento de triglicerídeos no sangue e HDL-Colesterol (bom colesterol) baixo. Todo este conjunto coloca as pessoas em risco de doença cardiovascular (infarto agudo do miocárdio, acidente vascular encefálico e obstrução arterial periférica devido a placas de colesterol e cálcio nas artérias).

    Bem, o que existe de novo no tratamento do DM2? As pesquisas nessa área são enormes e a cada ano novos medicamentos vão surgindo. Entretanto, a base do tratamento continua sendo uma alimentação saudável e a atividade física regular. Acrescido a isso temos a Metformina, que deve ser iniciada desde o diagnóstico e caso o indivíduo não obtenha um bom controle temos a possibilidade de associarmos desde insulina até outros medicamentos por via oral.

    Hoje temos medicamentos mais fisiológicos e que dão poucos efeitos colaterais, como os chamados inibidores da enzima DPP-IV (Sitagliptina - Januvia® e Vildagliptina - Galvus®) que aumentam as chamadas incretinas (GLP-1 e GIP), hormônios intestinais que promovem maior produção de insulina e diminuem os níveis de glucagon, com isso melhoram o controle do diabetes sem causar hipoglicemia (baixa excessiva da glicose no sangue), sem provocar aumento de peso e de uma forma fisiológica, pois esses hormônios intestinais – as incretinas - são liberados quando os alimentos atingem determinadas partes de nosso intestino, ou seja, somente quando comemos. Outros medicamentos dessa classe estão sendo lançados no mercado.

    Também temos hormônios que são semelhantes ao GLP-1 (incretinomiméticos), a principal incretina, com isso também melhorando o controle do diabetes e importante, causando perda de peso, um benefício bastante interessante principalmente porque 80% dos diabéticos do tipo 2 são obesos. Esses hormônios são injetáveis e devem ser aplicados uma ou duas vezes ao dia, mas logo teremos a evolução desses medicamentos que poderão ser aplicados uma vez por semana.

    Outros medicamentos estão a caminho, como medicamentos que aumentam a eliminação de glicose pelos rins; outro que tem ação antiinflamatória e com isso melhora a ação da insulina e por ai vai... . O fato é que novos medicamentos virão e hoje já conseguimos tratar muito melhor os pacientes diabéticos, contudo o mais importante ainda é a prevenção, que passa pelo controle da obesidade e por um estímulo a atividade física regular.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Diabetes Melito - Como se Cuidar?


A diabetes melito do tipo 2 é a principal forma de diabetes em todo o planeta. Esta doença vem aumentando de forma epidêmica por todos os continentes, em alguns mais e em outros menos. Isso quer dizer que temos hoje uma enormidade de pessoas com diabetes do tipo 2 no mundo e as perspectivas são as piores possíveis no que diz respeito ao aumento do número de casos.

O grande problema do aumento do número de diabéticos no mundo é que isso significa que teremos uma avalanche de pessoas com complicações cardiovasculares (infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, obstrução arterial) e como consequência um custo elevadíssimo à saúde pública, não só financeiro, mas também da saúde emocional da população.


Quem tem diabetes do tipo 2 o que deve fazer?


Primeiro deve estar em acompanhamento com um médico que saiba tratar diabetes e que esteja atualizado com as novidades em relação ao tratamento e resultado de estudos recentes. Segundo, tem que fazer sua parte, o que diria ser o mais importante. O diabético deve fazer exercícios de forma regular, procurar entender a importância de uma alimentação adequada ao seu problema e tentar utilizar os medicamentos corretamente como indicado pelo médico assistente. É muito importante controlar o excesso de peso e principalmente a gordura abdominal.


Em terceiro lugar o paciente diabético tem que saber da importância de também controlar a pressão arterial, se for hipertenso (a maioria o é), às vezes tendo que utilizar mais de um medicamento para isso, além de controlar os níveis de colesterol, se preciso com uso de medicamento.


No entanto, o diabético tem ter consciência do seu problema, que no caso do diabetes tipo 2 começou bem antes do seu diagnóstico e dos riscos que corre. A atividade física regular, eu diria, é a principal medida para o bom controle do diabete tipo 2. Entretanto, não podemos nos esquecer de tudo que foi dito acima.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

AINDA PERSISTEM AS DÚVIDAS SOBRE O HIPOTIREOIDISMO E AUMENTO DE PESO


As dúvidas sobre o hipotireoidismo e aumento de peso ainda persistem. Algumas pessoas que têm hipotireoidismo acham, ou são levadas a achar que a doença leva a um aumento de peso, ou mesmo dificulta a perda de peso em pessoas que estão tentando emagrecer.

Acontece que se o indivíduo com a doença estiver bem tratado, ou seja, mantendo com a reposição do hormônio da tireoide um TSH entre 0,5 - 2,0 mcUI/mL, o seu metabolismo estará normal, pelo menos no que diz respeito aos hormônios da tireoide, por isso não ocorrerá a dificuldade em perder peso ou mesmo o aumento deste.

Tratar a doença hipotireoidismo não é difícil e o controle da dosagem do hormônio recebido deve ser feito através da dosagem do TSH. Temos que desmistificar a doença hipotireoidismo como causa de obesidade ou de dificuldade de se perder peso.

sábado, 20 de junho de 2009

Por que estamos engordando e ficando diabéticos?


Isso não é novidade! A humanidade está engordando! Até onde iremos? Hoje está claro que nós, os humanos, estamos nos tornando redondos, roliços, "rolhas de poço", ou qualquer outro adjetivo que bem se enquadre.
O que está acontecendo? Um apressado irá logo responder: -ah, comida demais... . Sim, comemos demais, mas não é somente isso... . E aqueles que também comem demais e não engordam?
A resposta está na genética, lógico que não somente nela, mas principalmente naquilo que nossos antepassados - e bota antepassados nisso - nos passaram através dos genes. O que é então?
Para sermos o que somos hoje, seres humanos que dominam o planeta Terra, nossos antepassados tiveram que conviver com períodos difíceis. Viveram com alimentos escassos; tinham que fazer grande esforço para que pudessem conseguir alimentos e mesmos escapar das armadilhas da natureza, por isso a nossa genética que é adaptativa (vide Charles Darwin) desenvolveu em nosso corpo um mecanismo para poupar energia chamado resistência à ação da insulina. Esta resistência à insulina funciona bem poupando energia quando passamos fome e quando temos que fazer esforço físico, mas não quando temos comida ou calorias em excesso e praticamente não fazemos atividade física (carros, ônibus, trem, esteiras e escadas rolantes, elevadores e etc...).
Por isso economizamos aquilo que sobra, ou seja, economizamos energia sob a forma de gordura e passamos a ficar obesos, hipertensos, diabéticos e a natureza segue o seu curso nos levando a uma morte que envolva um mecanismo cardiovascular (infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral).
O estilo de vida atual da humanidade não é adequado à grande parte da população mundial. Este mundo de hoje não é compatível com a genética de grande parte das pessoas. Daí as epidemias de obesidade e diabetes que assolam todos os continentes.
Como evitar o pior? Só mudando o estilo de vida! Comer pouco (calorias e quantidade), comer bem (alimentos saudáveis ricos em fibras) e principalmente gastar energia através da atividade física nos fará escapar da morte cardiovascular precoce.

Livros Interessantes

  • 1808 - Laurentino Gomes
  • 1822 - Laurentino Gomes
  • 64 Contos de Rubem Fonseca
  • A Cabana - William P. Young
  • A Farsa - Christopher Reich
  • A Teoria da Relatividade Especial e Geral - Albert Einstein
  • Agosto - Rubem Fonseca
  • Cidade de Ladrões - David Benioff
  • Como Vejo o Mundo - Albert Einstein
  • Dom Casmurro - Machado de Assis
  • GOG - Giovanni Papini
  • Mandrake: A Blíblia e a Bengala - Rubem Fonseca
  • Memórias Póstumas de Bras Cubas - Machado de Assis
  • O Andar do Bêbado - Leonard Mlodinow
  • O Círculo dos Mentirosos - Jean-Claude Carriere
  • O Imperador (4 Volumes) - Conn Iggulden
  • O Livro dos Livros Perdidos - Stuart Kelly
  • O Mestre de Quéops - Albert Salvadó
  • Para Ler Como Um Escritor - Francine Prose
  • Pós-Guerra - Tony Judt
  • Quem Somos Nós? William Arntz, Betsy Chasse, Mark Vicente
  • Rio das Flores - Miguel Sousa Tavares
  • Ser Feliz - Will Fergunson
  • Simplesmente Einstein - Richard Wolfson
  • Solar - Ian MacEwan
  • The Einstein Theory of Relativity - H.A. Lorentz
  • Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos - Rubem Fonseca