Bem, acho que tenho que voltar ao normal em minha vida. Mas para que isso ocorra de verdade preciso voltar a sentir gosto por escrever e é isso que está ocorrendo no momento. Estou sentindo novamente a vontade de voltar a escrever, o que em realidade é algo que realmente gosto muito de fazer.
Passei por momentos difíceis e tristes, os estou "digerindo"; por isso não quero mais falar de tristezas, pelo menos por enquanto, e procurarei encontrar razão para praticar a vontade de viver, em especial num mundo melhor. Vou tentar fazer, ou melhor, mostrar como podemos viver mais e melhor, através de ensinamentos básicos que a medicina moderna e a experiência de vida, enquanto médico me ensinou.
Hoje sou muito questionado sobre a melhor forma de se evitar dois grandes males da vida moderna: A obesidade e o diabetes. Já fui falar sobre esse tema em reuniões de clube, em palestras para leigos e até para outros médicos. Vejo isso com bons olhos, pois acho que tanto a obesidade, quanto o diabetes têm que ser atacados com informação e conhecimento. Atualmente estamos vivendo uma epidemia de obesidade e diabetes e somente com muita informação poderemos atingir as pessoas que estão sob risco.
Recentemente saiu um artigo científico numa das mais conceituadas revistas médicas – New England Journal of Medicine -, relacionando pela primeira vez o sobrepeso e a obesidade com risco de morte. Ficou evidente que tanto o sobrepeso, quanto a obesidade estão relacionados com risco de morte por qualquer causa, entretanto, a primeira disparada é o risco de desenvolver um câncer e em segundo lugar morte por doença cardiovascular. Isso mesmo, obesidade dá câncer!
Não tem jeito, pois se você tem um parente de primeiro grau com obesidade, ou diabetes do tipo 2, trate de mudar seu estilo de vida o quanto antes – faça atividade física regularmente e se alimente com pouca gordura saturada, coma mais vegetais e alimentos com fibras e menos carboidratos. Fazendo isso, que parece fácil, mas não o é, poderá evitar não só doenças como diabetes e obesidade, como também diminuir a incidência de cânceres e morte cardiovascular – infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, aneurisma da aorta e outras.
Prevenir é o maior desafio da saúde nos dias de hoje. Por isso, informar e educar o indivíduo desde jovem ajuda e muito. Mudar hábitos depois que o "leite derramou" fica muito difícil e talvez não adiante. Em breve escreverei mais sobre esse assunto.
Olá! Eu me chamo Rubens Antunes da Cruz Filho. Este espaço está sendo criado para que eu possa expressar minhas opiniões sobre o que vem acontecendo no mundo, como também ler comentários ou mesmo opiniões de outras pessoas. Também usarei este espaço para falar um pouco sobre medicina e especificamente sobre endocrinologia e metabologia. Sejam Bem-Vindos!
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Somos Frágeis e Sim Morreremos!
Morrer é como se transportar de um lugar – corpo - para o desconhecido.
Sempre convivi com a morte, pois ela é parte de minha profissão e em especial fez parte da minha vida enquanto trabalhei muitos anos em terapia intensiva. Acho que não lido bem com ela, porque sempre a vejo como vitoriosa quando ceifa vidas. Por isso, "fujo" de encará-la quando a avisto próxima.
Entretanto, a vida nos prega peças nunca imaginadas. Foi o que aconteceu nas últimas duas semanas quando a morte venceu e levou duas pessoas queridas. Eu, conhecedor das moléstias e das mazelas que nos comiseram e nos torna próximos e iguais, digo que senti na pele o sofrimento do cheiro da carne morta e a transformação mortal que ocupa os corpos vazios após a morte.
Acompanhar o calvário de seres queridos é um pequeno aprendizado à loucura, mas com ajuda da família, amigos e todos aqueles que têm apreço pela gente, felizmente conseguimos vencer a insanidade e manter a razão.
O título acima se faz bem pertinente para todos aqueles que acreditam poder encarar a vida de forma a ignorar o destino mais óbvio de todos nós que é a morte. Não é que acham viverão para sempre, mas sim o fato de que vivem como se nunca irão enfrentar a humilhação imposta pela morte em seus corpos vazios. Entendendo tudo isso, ou melhor, a morte, como um ritual de passagem, pode encarar a vida com mais humildade e serenidade, porque de qualquer forma somos certamente iguais em duas coisas: Nascemos e Morremos!
Sempre convivi com a morte, pois ela é parte de minha profissão e em especial fez parte da minha vida enquanto trabalhei muitos anos em terapia intensiva. Acho que não lido bem com ela, porque sempre a vejo como vitoriosa quando ceifa vidas. Por isso, "fujo" de encará-la quando a avisto próxima.
Entretanto, a vida nos prega peças nunca imaginadas. Foi o que aconteceu nas últimas duas semanas quando a morte venceu e levou duas pessoas queridas. Eu, conhecedor das moléstias e das mazelas que nos comiseram e nos torna próximos e iguais, digo que senti na pele o sofrimento do cheiro da carne morta e a transformação mortal que ocupa os corpos vazios após a morte.
Acompanhar o calvário de seres queridos é um pequeno aprendizado à loucura, mas com ajuda da família, amigos e todos aqueles que têm apreço pela gente, felizmente conseguimos vencer a insanidade e manter a razão.
O título acima se faz bem pertinente para todos aqueles que acreditam poder encarar a vida de forma a ignorar o destino mais óbvio de todos nós que é a morte. Não é que acham viverão para sempre, mas sim o fato de que vivem como se nunca irão enfrentar a humilhação imposta pela morte em seus corpos vazios. Entendendo tudo isso, ou melhor, a morte, como um ritual de passagem, pode encarar a vida com mais humildade e serenidade, porque de qualquer forma somos certamente iguais em duas coisas: Nascemos e Morremos!
sábado, 27 de novembro de 2010
Enfim a Guerra!
A violência no Estado do Rio de Janeiro atingiu o seu ápice. Já era hora de acontecer algo traumático, pois são anos de descaso e abandono, quando os traficantes conseguiram viver livremente e estabelecer seus espaços. Sempre se falou que a batalha do Rio era uma verdadeira guerra, pois se usa armas de grosso calibre, granadas e tudo mais que só se vê numa guerra de verdade.
Hoje estamos vivendo a nossa guerra. Uma guerra civil entre indivíduos que nasceram e escolheram o lado do crime para defender e a sociedade de direito. Os que escolhem o lado do tráfico vivem poucos anos, morrem cedo e barbarizam a vida das pessoas de bem enquanto estão vivos.
Enfim a guerra do bem contra o mal. Estamos vendo as forças estaduais e federais – polícia militar, polícia civil, exército, marinha, aeronáutica, polícia federal -, cumprindo o seu papel e libertando as comunidades abandonadas pelo poder público do julgo do tráfico de drogas. A pergunta que se faz necessária é: Poderíamos não ter chegado a esse ponto? Acho que sim!
Claro que sim se o governo federal conseguisse evitar a entrada de armas e drogas no país através de nossas combalidas fronteiras. Com certeza se o governo estadual tivesse dado às comunidades a atenção necessária – escolas, saneamento, saúde, cidadania. E lógico que sim se a prefeitura tivesse cumprido o seu papel de transferir o dinheiro dos impostos arrecadados para serviços às comunidades.
A única coisa que esperamos é que essa luta contra o crime organizado seja vencida pelo poder público e, que, o futuro, seja o fim do tráfico de drogas no Estado do Rio de Janeiro. Mas sem escolas e acolhimento às comunidades que estão sofrendo com o abandono, nada terá resultado.
Hoje estamos vivendo a nossa guerra. Uma guerra civil entre indivíduos que nasceram e escolheram o lado do crime para defender e a sociedade de direito. Os que escolhem o lado do tráfico vivem poucos anos, morrem cedo e barbarizam a vida das pessoas de bem enquanto estão vivos.
Enfim a guerra do bem contra o mal. Estamos vendo as forças estaduais e federais – polícia militar, polícia civil, exército, marinha, aeronáutica, polícia federal -, cumprindo o seu papel e libertando as comunidades abandonadas pelo poder público do julgo do tráfico de drogas. A pergunta que se faz necessária é: Poderíamos não ter chegado a esse ponto? Acho que sim!
Claro que sim se o governo federal conseguisse evitar a entrada de armas e drogas no país através de nossas combalidas fronteiras. Com certeza se o governo estadual tivesse dado às comunidades a atenção necessária – escolas, saneamento, saúde, cidadania. E lógico que sim se a prefeitura tivesse cumprido o seu papel de transferir o dinheiro dos impostos arrecadados para serviços às comunidades.
A única coisa que esperamos é que essa luta contra o crime organizado seja vencida pelo poder público e, que, o futuro, seja o fim do tráfico de drogas no Estado do Rio de Janeiro. Mas sem escolas e acolhimento às comunidades que estão sofrendo com o abandono, nada terá resultado.
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