Tem sido divulgado nos últimos dias, a partir das declarações do cientista de Harvard George Church, primeiro a sequenciar o código genético humano, que nós seres humanos poderemos vir a viver até 150 anos em boas condições físicas. Esta afirmação, segundo ele, se fundamenta no fato de que com o conhecimento de nossa genética poderemos controlar alterações gênicas, que levam ao aparecimento de doenças que encurtam nossas vidas.
Tudo muito bem, tudo muito bom, mas será isso realmente possível? E outra perguntinha - valerá a pena viver tanto? Muitas dúvidas surgem, ao mesmo tempo em que essa expectativa de viver muito e bem nos alegra bastante. Hoje já vivemos uma realidade diferente de anos atrás, quando a expectativa de vida rondava os 60 anos. Atualmente em países como Japão é fácil chegar aos 80 anos - mesmo com os terremotos e tsunamis que ocorrem por lá. Aqui no Brasil não é diferente, pois o que vemos é a presença de muitos idosos vivendo nas grandes cidades. Copacabana no Rio de Janeiro é um bairro em sua maioria de idosos, como também Icaraí em Niterói, onde a presença de idosos é facilmente identificável, coisa que não se via há 30 anos.
A evolução da medicina em termos de diagnóstico precoce de determinadas doenças, como também a melhora do tratamento de alguns cânceres antes fatais, a prevenção através de vacinação e a melhora da saúde pública contribuem para que hoje vivamos mais.
Que vivamos mais, ou melhor, já estamos vivendo mais e melhor, mas que tenhamos a noção de que viveremos num mudo de idosos, onde criança será minoria, pois nós seres humanos não estamos mais com tempo para a reprodução e a taxa de natalidade vem caindo nos países desenvolvidos. No próprio Brasil já sabemos que em breve nossa população irá parar de crescer. Vivemos hoje uma mudança estranha no comportamento sexual das pessoas e chegaremos ao tempo, espero que não, em que teremos o prazer sexual on demand.
O mundo poderá ser dos idosos e acho mesmo que será. Será o mundo dos vovôs e das vovós a tentarem viver como "jovens velhos" ou "velhos jovens". Se vai ser bom... .
Olá! Eu me chamo Rubens Antunes da Cruz Filho. Este espaço está sendo criado para que eu possa expressar minhas opiniões sobre o que vem acontecendo no mundo, como também ler comentários ou mesmo opiniões de outras pessoas. Também usarei este espaço para falar um pouco sobre medicina e especificamente sobre endocrinologia e metabologia. Sejam Bem-Vindos!
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Calor em Excesso é Causa de Morte
Recentemente estive na Argentina e no Uruguai. Lá estava quente, não como aqui, mas para eles qualquer coisa acima dos trinta graus é considerada um calor muito forte. Por que estou falando disso, pois calor para nós, especialmente no Rio de Janeiro não é novidade alguma? Simplesmente porque fiquei surpreso, na Argentina, ao ver várias vezes na televisão, em telejornais e às vezes no meio da programação, alertas sobre o calor que iria fazer no dia seguinte e, orientando à população quanto ao risco de ficar exposto ao sol, como também o melhor horário para se exercitar e tudo mais. No alerta também incluía orientação especial para idosos e crianças.
Quando é que nós que vivemos no Rio de Janeiro, onde o calor bate recorde e chega a superar temperatura do deserto do Saara tivemos alertas à população como esses? Nunca! Calor excessivo, assim como frio extremo são problemas de saúde pública que podem implicar em danos severos, ou mesmo levar à morte do indivíduo. Então por que os governos municipal, estadual e federal nada fazem para alertar e orientar a população, que tem de aprender sozinha, ou melhor, sofrendo?
Um calor de quarenta e um graus centígrados pode matar um idoso que queira, por exemplo, fazer uma caminhada, ou mesmo sair às compras. Quantos idosos terão caído e ou mesmo morrido em terminais de ônibus quentes em nosso estado no mês de janeiro? Quantas crianças terão sofrido insolação, ou desidratação por exposição excessiva ao sol nos bairros da periferia?
Calor excessivo é problema de saúde pública e tem que ser tratado como tal. Assim como alertas sobre a dengue, alertas com orientações de como se portar nos dias infernais de verão têm que ser emitidos pela TV, rádio e internet. Entretanto, saúde pública no Brasil é um eterno “correr atrás do prejuízo” – só se faz alguma coisa quando já ocorreu o fato. Prevenção é uma palavra que não consta do vocabulário dos secretários e ministros da saúde no Brasil.
terça-feira, 30 de junho de 2009
O Ser Humano Está Envelhecendo Mais! Assim Caminha a Humanidade?

É público e notório, pois basta olharmos ao redor que percebemos com clareza que nós, os seres humanos, estamos vivendo mais e obviamente ficando mais velhos. O que está acontecendo?
Fica muito claro que as condições de vida melhoraram enormemente nos últimos anos, com melhora no saneamento básico, na prevenção de doenças e também nas condições de tratamento de uma enormidade de doenças.
Hoje tratamos de forma mais adequada um indivíduo com diabetes mellitus do tipo 1 e 2, o hipotireoideo, o hipertenso e também doenças infecciosas que no passado matavam ou alejavam. Sem falar que hoje conseguimos prevenir uma série de doenças que reduziam a espectativa de vida.
Outro ponto importante é o conceito de que a atividade física feita de forma regular faz bem à saúde. Hoje vemos em áreas urbanas como parques, orla marítima e mesmo em academias, pessoas se exercitando intensamente.
Todos estes fatores e provavelmente um grande número de outros estão colaborando para que tenhamos um aumento significativo no número de idosos.
Ainda é pouco, mas eu que clinico há mais de 20 anos tenho acompanhado uma enormidade de pessoas idosas, com mais de 65 anos e alguns com mais de 80. Dentre esses a maioria é composta por mulheres, entretanto, o número de homens com mais de 80 anos em boas condições têm aumentado substancialmente, ainda bem!
Tudo isso tem feito surgir campos específicos voltados aos idosos, como na medicina a geriatria que cresce intensamente. Hoje em bairros mais populosos como Copacabana no Rio de Janeiro e Icarai em Niterói, o número de idosos é enorme, urgindo a necessidade de políticas públicas voltadas à essa população específica.
Temos que implementar urgentemente essas políticas públicas e assim nos prepararmos para atender de forma adequada essa população de velhos seres humanos... .
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