segunda-feira, 17 de maio de 2010

Pelos Nossos Pais!


    Acordo nesta manhã com um pensamento pulsando em minha cabeça – o que será de nossos pais e de nós mesmos? Por que isso tudo? Não é novidade que estamos vivendo momentos difíceis tanto em relação ao convívio com a sociedade como também com a dificuldade que estamos tendo em nos adaptarmos a ela. Tudo muda muito rápido e hoje o "tempo" parece estar cada vez mais curto. Na verdade, o tempo é e sempre foi o mesmo, a não ser por pequenas variações devido a mudanças no eixo da Terra devido aos últimos mega terremotos, mas falo de pequenas variações mesmo. Então o que estaria mudando, por que tanta dificuldade com o tempo e por que tanta dificuldade em nos adaptarmos ao mundo atual? E os nossos pais?

    Acho que evoluímos rápido demais para mentes que trazem em seu âmago herança de um Ser coletor-caçador. Isso mesmo, pois somos hoje meros coletor-caçadores que conseguem desenvolver tecnologia e mexer com leis físicas, mas não conseguimos nos desvencilhar da herança dos "Homens das Cavernas". Toda essa herança que nos fez chegar até aqui também nos faz sentir um vazio e certo desconforto por estarmos cada vez mais criando tecnologias que nos afastam uns dos outros. Como bons animais que somos fomos imbuídos do espírito da coletividade, da convivência em comunidade, união entre parentes, alimentação em grupo e da convivência sempre conjunta. No entanto, o que vemos hoje? Um mundo fragmentado, com pessoas conversando através de aparelhos e sem se olharem olhos nos olhos, ou mesmo sem sentirem o cheiro ou o gosto do Ser querido. Hoje somos seres individuais e por isso sofremos e ficamos doentes.

    Agora imaginem nossos pais – com cerca de 80 anos de idade, não entendem o que é um computador, vivem tentando usar um, brigam e reclamam por não saberem utilizar um telefone móvel – que hoje virou muito mais que um computador -, não conseguem acompanhar a velocidade do momento, do mundo globalizado, da vida extremamente rápida e pior não conseguem conviver com os filhos, ou suas crias. Que problema!

    Para piorar estão vivendo mais – para lá iremos -, ficam completamente dependentes de outros, pois o envelhecimento nos tira a força, a agilidade e compromete nossos reflexos, por isso perdem sua individualidade. Vejam que paradoxo interessante – o mundo atual nos faz independentes e individuais, mas lá na frente, quando chegarmos ao envelhecimento passaremos a ser dependentes e perderemos a nossa individualidade.

    Pelos nossos pais, ou em memória deles devemos estimular a convivência e procurar usar a tecnologia de forma a não comprometer nossas relações com os entes queridos. Vamos procurar sempre que possível conversar olho no olho; vivamos em grupos, principalmente o familiar e não deixemos de abraçar e beijar a quem gostamos, porque a cura dos males modernos está na volta do convívio grupal.

    Grupo = Segurança = Força = Conjunto = Desenvolvimento = Amor = Sentimento = Segurança

2 comentários:

Anônimo disse...

Oi Rubens,
lembra de mim? Fernanda, sua ex-aluna da UFF que fez endócrino no IEDE. Tudo bem? Gostaria de uma opnião sua em um caso clínico, você poderia me passar seu e-mail? Tentei radcf@urbi.com.br mas voltou, então descobri seu blog. Meu e-mail é fernandamgmonteiro@hotmail.com Bjs

Heloisa disse...

Rubinho, isto que você "postou"( e vamos colocar entre aspas, porque até o nosso vocabulário mudou) vem me preocupando muito. Como será no futuro a cabecinha desses jovens que já nascem com a mão no mouse em vez do chocalho, dos quebra-cabeças, fantoches, panelinhas, bonecas que pareciam bebês, carrinhos de rolimã;sem falar nas brincadeiras de rua - Que liberdade! Pés no chão, encardidos, deliciosamente encardidos,que na hora do banho deixava escorrer aquela água preta.
As discussões entre os amigos para saber qual seria a brincadeira do dia. A cumplicidade, os afetos, os segredos,as desavenças eram como você disse discutidas ali-cara a cara.
Que saudosismo mesmo!
Como você, acho que o melhor caminho é preservar o que ainda nos sobra, fazendo todo o esforço possível para estarmos mais juntos, o maior tempo possível.
Beijo da amiga que muito te gosta e admira.
Heloisa Baeta

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